Mercado de Ações
Ações de bancos garantem índice no azul após sinais de aperto monetário

Por Aluisio Alves
SÃO PAULO (Reuters) – As ações de instituições financeiras subiam nesta quinta-feira na bolsa paulista, cujo principal índice subia, resistindo a expectativas mais pessimistas para o conjunto da economia, após sinalização de política monetária mais apertada no Brasil e nos Estados Unidos.
Às 11:15, o Ibovespa mostrava valorização de 0,33%, aos 129.681,15 pontos. O giro financeiro da sessão era de 6,72 bilhões de reais.
Segundo profissionais do mercado, embora as decisões de quarta-feira tenham vindo conforme esperado – com manutenção do juro perto do zero nos EUA e alta de 0,75 ponto percentual no Brasil, para 4,25% ao ano – investidores reagem a sinalizações de juros em alta mais à frente.
A maioria dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) passou a esperar alta de juro em 2023, antecipando o ciclo em relação à última divulgação, quando a visão majoritária era de que o ciclo de alta começasse em 2024.
Esse conteúdo, divulgado durante as negociações na véspera, já deu viés negativo no fechamento dos mercados, tendência reverberada nas bolsas de Europa e Ásia nesta sessão.
Por aqui, a mudança de tom no comunicado do Banco Central, na direção de um processo de normalização completa da taxa de juros, em vez de uma abordagem parcial, foi lida como sinal de que a Selic chegará a 6,5% anuais em 2021, em vez de no ano que vem, apontou o Bradesco em relatório a clientes.
Segundo Pietra Guerra, analista da Clear, “bancos e seguradoras tendem a se beneficiar de uma taxa de juros mais alta”, enquanto setores ligados ao consumo podem ser impactados de forma negativa, já que juros mais altos tendem a desmotivar o consumidores.
DESTAQUES
– ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 2,1%, seguido por BRADESCO PN (BBDC4), com ganho de 1,7%. BANCO INTER UNIT ia além, com elevação de 5,5%. No ramo segurador, IRB BRASIL (IRBR3) evoluía 2,3%, enquanto SUL AMÉRICA UNIT tinha apreciação de 1,6%.
– GERDAU (GGBR4) recuava 2,1%, com a expectativa de aumento do juro piorando perspectivas para a construção civil, para o qual a siderúrgica é grande fornecedora. CSN (CSNA3), que também opera com aços longos e cimento, caía 2,7%.
– CYRELA puxava a fila de baixas entre as construtoras no índice, com recuo de 0,5%, seguida por JHSF (JHSF3), com baixa de 0,3%. MRV (MRVE3) cedia 0,3%.
– Entre as varejistas, CARREFOUR BRASIL recuava 0,3%. GPA (PCAR3) operava perto da estabilidade. CIA HERING tinha declínio de 0,7%.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
-
Mercado de Ações1 semana atrásApós o tombo, BBAS3 ficou barata ou pode cair ainda mais?
-
Dinheiro1 semana atrásBradesco, Itaú e Santander elevam juros do crédito imobiliário
-
Criptos1 semana atrásBinance pode ter sofrido o maior ataque hacker da história
-
Criptomoedas1 semana atrásPânico no mercado cripto: Bitcoin desaba em meio a suspeita de ataque à Binance
-
Criptomoedas1 semana atrásMaior roubo de criptomoedas da história: Binance se pronuncia
-
Memecoins1 semana atrásMemecoins: Super Pepe dispara 170% em meio à queda do mercado
-
Criptos5 dias atrásMercado Bitcoin sofre ataque hacker de US$ 40 milhões e suspende saques
-
Memecoins1 semana atrásNa contramão do Bitcoin, 3 criptomoedas disparam até 170%
