Memecoins
Shiba Inu perde ritmo e Dogecoin assume o protagonismo das memecoins

O Etherscan registra 1,5883 milhão de carteiras com Shiba Inu — número que cresceu menos de 2.000 em duas semanas. Para um token que já movimentou multidões, esse ritmo não é cautela. É estagnação.
O volume de futuros, no entanto, foi na direção oposta: saltou 60% em um único dia, chegando a US$ 140 milhões, mesmo com o mercado mais amplo pressionado. O interesse em aberto subiu junto — sinal de que o movimento veio de traders posicionados, não de novos entrantes comprando no spot.
O ETF ativo da T. Rowe Price carrega SHIB em carteira. Esse detalhe circulou discretamente, sem muito alarde nos fóruns. A cotação no momento da publicação era de US$ 0,000005037, com alta de 1,41% no dia — mas o token também desenvolve atualizações de queima automática e uma camada 3 de segurança, o que pode ou não importar dependendo de quando você lê isso.
Na prática, o que os números mostram é uma estrutura especulativa sem base de crescimento real por baixo. Alguém está apostando. Quem está acumulando, não aparece nos dados.
Dogecoin encontra outro caminho
O DOGE subiu 8% depois que o indicador Tom DeMark Sequential sinalizou compra. Vale lembrar que o mesmo indicador, quando sinalizou venda em maio, precedeu uma queda de 31% — de US$ 0,113 para US$ 0,078. Ou seja, o histórico recente do indicador tem servido.
No momento da publicação, o DOGE operava a US$ 0,087, recuo de 1,87% no dia, acompanhando uma recuperação que misturou queda no petróleo com entradas em ETFs de Bitcoin à vista. Não exatamente um rali limpo.
O dado que muda a conversa veio do Japão. O Mercari — maior marketplace online do país, com 23 milhões de usuários mensais — integrou DOGE ao aplicativo via Coincheck, com compras permitidas a partir de 1 iene. Isso coloca o Dogecoin dentro de um ambiente regulamentado, com vantagens fiscais e escala de varejo real. O contexto faz sentido: o Dogecoin já é a top 1 entre as memecoins, e a distância para as rivais só aumenta quando a adoção vem por esse caminho.
O Índice de Temporada de Altcoins da CMC está em 50 — ainda em território Bitcoin, mas saiu de 29 no mês passado. O movimento existe. A direção ainda não está clara.
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