Criptos
Quem realmente domina as criptomoedas? As maiores baleias reveladas


A descentralização sempre foi o discurso central das criptomoedas. Só que os dados mais recentes mostram outra realidade. Segundo o relatório da Arkham Intelligence, 100 entidades concentram mais de US$ 1,6 trilhão em ativos digitais.
As exchanges lideram com folga. A Binance controla US$ 209 bilhões, seguida pela Coinbase, com US$ 156 bilhões. Logo atrás aparece o cluster “Satoshi Nakamoto”, que reúne endereços de Bitcoin minerados nos primeiros anos, avaliados em US$ 125 bilhões.
Baleias criptos
As baleias criptos não estão apenas nas corretoras. A BlackRock já ultrapassa US$ 100 bilhões em exposição, enquanto Lido, MicroStrategy, Fidelity Custody, Grayscale e a sul-coreana Upbit completam o grupo de elite. O protocolo de empréstimos Aave também aparece com US$ 31,6 bilhões.
Curiosamente, nem todos os nomes são tradicionais. Projetos como EigenLayer, Ether.fi e até plataformas de memes como “Official Trump Meme” e pump.fun também figuram entre os maiores acumuladores do mercado.
Um mercado em movimento
A Arkham lembra que os dados refletem um instantâneo de 2 de setembro de 2025, avaliados pelos preços da época. Entradas, saídas e oscilações podem alterar rapidamente o ranking. Ainda assim, a fotografia é clara: poucas entidades concentram grande parte da riqueza das criptomoedas.
Tokens sob domínio das baleias
Segundo dados da Santiment, alguns ativos estão fortemente concentrados nas mãos das maiores carteiras. O Shiba Inu (SHIB) lidera, com 62,3% do fornecimento. Na sequência aparecem Uniswap (UNI), com 52,2%; Ethereum (ETH), com 51%; Tether (USDT), com 40,5%; Pepe (PEPE), com 39,4%; e Chainlink (LINK), com 31,5%.
Esse nível de concentração mostra que os movimentos das baleias criptos podem impactar diretamente os preços, tornando o mercado volátil para investidores menores.
Quer entender como essa dinâmica afeta outros ativos? Confira também nossa análise sobre as baleias de Dogecoin e o efeito no preço do DOGE.
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