Connect with us

Memecoins

Do Hype ao Prejuízo: O Colapso da Baby Doge em 2025 e a Realidade das Memecoins

Publicado

em

Imagem: Divulgação
Google news

O mercado de criptomoedas continua atraindo milhões de investidores em busca de ganhos rápidos. No entanto, quando o assunto são memecoins, a promessa de lucro fácil costuma esconder um risco elevado — e, em muitos casos, prejuízos severos. O colapso da Baby Doge em 2025 se tornou um exemplo claro de como o entusiasmo pode virar frustração.

A história recente dessa criptomoeda ajuda a explicar por que especialistas alertam: memecoins não seguem lógica econômica tradicional. Elas dependem quase exclusivamente de hype, engajamento nas redes sociais e movimentos especulativos de curto prazo.

O que são memecoins e por que elas atraem tanta gente

Memecoins surgem, em geral, como brincadeiras baseadas em memes, tendências virais ou personagens populares da internet. Diferentemente de projetos como Bitcoin ou Ethereum, elas costumam nascer sem uma proposta tecnológica robusta ou um problema real a resolver.

A atratividade está no preço baixo por unidade e na narrativa de “ficar rico rápido”. Para muitos investidores iniciantes, a ideia de transformar poucos reais em uma fortuna parece irresistível. O problema é que, na prática, esse tipo de ativo funciona mais como uma aposta do que como um investimento.

A anatomia de uma memecoin: hype primeiro, fundamentos depois

Na maioria dos casos, memecoins são lançadas rapidamente, com forte apelo emocional e marketing agressivo. O objetivo inicial costuma ser gerar atenção, inflar o preço e atrair liquidez no curto prazo.

Quem entra cedo pode até lucrar. Já quem compra após o pico geralmente acaba arcando com as perdas. Especialistas alertam que esse modelo favorece fundadores e investidores iniciais, enquanto o público que chega depois fica exposto a quedas abruptas.

Embora muitas se apresentem como projetos “comunitários” e divertidos, não é raro que existam esquemas de enriquecimento rápido ou estruturas pouco transparentes por trás da proposta.

Baby Doge: como o hype virou esquecimento

A Baby Doge Coin ganhou projeção global impulsionada por campanhas virais e por uma menção indireta de Elon Musk, figura conhecida por influenciar o mercado cripto com publicações nas redes sociais. Bastou um comentário para gerar uma corrida de compras motivada pelo FOMO — o medo de ficar de fora.

O problema surgiu quando o entusiasmo esfriou. Sem novidades relevantes, utilidade prática ou evolução consistente do projeto, o interesse diminuiu rapidamente.

Dados da plataforma CoinGecko mostram que, em apenas um ano, o valor da moeda acumulou uma queda de aproximadamente 90,4%. O volume diário de negociações, que já foi expressivo, hoje gira em torno de US$ 6 milhões — um patamar considerado baixo para padrões globais.

Na prática, o caso ilustra um padrão comum: quando o hype desaparece, muitos investidores ficam presos a um ativo que perdeu relevância e liquidez.

Por que isso importa para quem investe

O colapso da Baby Doge não é um evento isolado. Ele reflete um comportamento recorrente no mercado de memecoins e serve como alerta para quem avalia entrar nesse tipo de ativo sem compreender os riscos.

Ao contrário de criptomoedas consolidadas, memecoins não oferecem previsibilidade, histórico confiável ou fundamentos que sustentem seu preço no longo prazo.

Os 4 principais riscos das memecoins

1. Taxa de mortalidade extremamente alta
Um estudo de 2024 do hub Chainplay revelou que cerca de 97% das memecoins criadas simplesmente desapareceram, com o preço caindo a zero. O tempo médio de vida desses projetos é de aproximadamente um ano.

2. Volatilidade fora do padrão
O preço não responde a indicadores econômicos, mas ao humor das redes sociais. Caio Leta, head de conteúdo da Bipa, destaca que o valor é movido quase exclusivamente por hype, o que torna os movimentos imprevisíveis e abruptos.

3. Ausência de fundamentos sólidos
Diferentemente de ações ou criptomoedas com utilidade clara, memecoins raramente possuem métricas que justifiquem seu valor. Na prática, elas valem apenas o quanto o próximo comprador aceita pagar.

4. Baixa liquidez
Esse é um risco técnico pouco compreendido por iniciantes. Com poucos compradores e vendedores, uma única venda grande pode derrubar o preço rapidamente, dificultando ou até impedindo a saída do investidor.

O que o investidor pode aprender com esse caso

A principal lição é simples: retorno alto quase sempre vem acompanhado de risco elevado. Memecoins podem até gerar ganhos pontuais, mas não devem ser confundidas com investimentos estruturados.

Antes de aplicar qualquer valor, é essencial entender o projeto, avaliar sua utilidade real, verificar dados de liquidez e, principalmente, assumir que a chance de perda total é real.

No mercado cripto, informação continua sendo o ativo mais valioso. E, em 2025, a história da Baby Doge reforça que hype não sustenta preço no longo prazo.

Compartilhar:

Estamos no

Siga Money Invest no Google News

Acompanhe

Assunto do Momento

Tendência


As publicações no site Money Invest têm um caráter meramente informativo, servindo como boletins de divulgação, e não devem ser interpretadas como recomendações de investimento. Leia mais

Mercado de Criptomoedas, Bolsa de Valores. Money Invest: O futuro do dinheiro.

2018 - 2025 - Money Invest - Todos os direitos reservados