Dinheiro
Copom reduz Selic para 14,75% e encerra longo período sem cortes


O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando os juros básicos de 15% para 14,75% ao ano. É o primeiro corte desde maio de 2024 — e marca uma mudança de direção depois de quase dois anos sem qualquer alívio para quem toma crédito no Brasil.
O que levou os juros a esse nível
Para entender, é preciso lembrar o que aconteceu antes.
Em setembro de 2024, o Banco Central iniciou uma sequência de aumentos que somou 4,50 pontos percentuais até junho de 2025, quando a Selic chegou aos 15% ao ano — patamar em que ficou parada por meses.
Foi um dos ciclos de alta mais intensos das últimas duas décadas. Só perde para o período entre março de 2021 e agosto de 2022, quando os juros subiram 11,75 pontos para conter a inflação que explodiu no pós-pandemia.
Um corte pequeno, mas com peso simbólico
A redução de 0,25 ponto pode parecer modesta — e é. Mas o que importa aqui não é a magnitude, e sim o que ela representa.
O Copom encerrou oficialmente a fase de aperto e abriu espaço para uma nova trajetória. Para empresas que dependem de crédito para investir, para consumidores com dívidas atreladas à Selic e para investidores de renda fixa, o movimento importa mais do que o número sugere.
No comunicado divulgado após a reunião, o comitê deixou claro que os próximos passos serão conduzidos com cautela. Não há promessa de novos cortes rápidos — e o tom da nota indica que o ritmo de ajuste será gradual.
O que o Banco Central não disse — e isso também importa
O Copom evitou sinalizar uma sequência de reduções no curto prazo. Isso indica que a autoridade monetária ainda monitora os riscos inflacionários com atenção, especialmente em um cenário de pressão fiscal relevante.
Vale lembrar: o governo Lula conduziu uma das maiores altas tributárias já vistas no período recente, o que adiciona uma camada de complexidade ao equilíbrio entre juros, inflação e crescimento.
Quem sente o efeito na prática
A Selic é a taxa que baliza o custo do dinheiro em toda a economia. Quando ela cai, o crédito tende a ficar mais barato — ainda que com defasagem. Financiamentos, cartões de crédito e empréstimos pessoais respondem a esse movimento, mesmo que de forma gradual.
Para quem investe em Tesouro Selic ou CDBs pós-fixados, a rentabilidade começa a ceder. Para quem está endividado, a perspectiva é de algum alívio — mas sem pressa.
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