Criptomoedas
Computação quântica pode colocar até 34,6% do Bitcoin em risco
Levantamento identifica três grupos de moedas vulneráveis se a criptografia atual for quebrada; setor já discute formas de adaptação


Um novo levantamento acende um alerta relevante para quem acompanha o mercado de criptomoedas: cerca de 34,6% de todo o Bitcoin em circulação poderia ficar exposto caso a computação quântica avance o suficiente para quebrar os sistemas criptográficos que protegem a rede hoje. Isso não significa um colapso à vista — mas o risco estrutural existe e merece atenção.
Afinal, o Bitcoin está ficando mais raro, e qualquer mudança no equilíbrio da oferta tem peso real sobre o mercado. Por isso, entender de onde vem essa vulnerabilidade é o primeiro passo.
O que torna essas moedas vulneráveis
O ponto central da análise está na criptografia de curva elíptica, conhecida como ECC. Ela é responsável por proteger as chaves privadas do Bitcoin. O problema é que, para parte da oferta, a chave pública já foi exposta na blockchain — e é justamente aí que um sistema quântico avançado poderia agir.
O levantamento identifica três grupos principais. O maior deles envolve cerca de 5 milhões de BTC, algo em torno de 25% do total, ligados a endereços reutilizados. Além disso, aproximadamente 1,7 milhão de BTC — 8,6% da oferta — estão em endereços antigos do tipo P2PK, usados nos primeiros anos da rede. Por fim, cerca de 200.000 BTC estão associados ao formato P2TR, introduzido com a atualização Taproot, representando cerca de 1% do total.
Nos três casos, a chave pública já está visível. Isso significa que, em teoria, quem tiver poder computacional quântico suficiente poderia calcular a chave privada e acessar os fundos.
Por que isso não é uma emergência agora
Contudo, o relatório deixa claro: não se trata de um risco imediato. A computação quântica ainda está longe de atingir a capacidade necessária para quebrar a ECC em escala. Sendo assim, o setor tem tempo para se adaptar — e essa janela é o que importa.
No entanto, o alerta vale sobretudo para moedas paradas há muitos anos. Carteiras da era Satoshi, por exemplo, entram no radar dessas discussões. Da mesma forma, o tema deve reacender debates sobre custódia institucional e sobre quantos bitcoins de fato foram perdidos permanentemente.
Como o ecossistema pode se preparar
O Bitcoin não precisa trocar sua criptografia agora, mas o planejamento precisa começar antes que a ameaça se torne concreta. Entre as respostas que já estão sendo discutidas estão o desenvolvimento de tipos de endereço resistentes à computação quântica, incentivos para que usuários migrem seus fundos para novos padrões e regras mais rígidas contra a reutilização de endereços.
Consequentemente, quem mantém posições em Bitcoin — especialmente em endereços antigos ou reutilizados — tem razão em acompanhar essa evolução de perto. A ameaça é de longo prazo, mas o momento de discutir soluções é agora.
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