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Cielo amplia lucro no 4º tri com corte de custos e foco em pequenos lojistas

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Reuters) – A Cielo (CIEL3) teve aumento do lucro no quarto trimestre, com o foco no segmento mais lucrativo de pequenos clientes e uma política de redução de custos compensando os efeitos da queda de clientes e os prolongados efeitos da crise gerada pela Covid-19.

A maior empresa de meios de pagamentos do país abriu nesta terça-feira a temporada de balanços de empresas que fazem parte do Ibovespa reportando lucro líquido de 298,2 milhões de reais entre outubro e dezembro, aumento de 34,7% sobre um ano antes.

Em termos consolidados, que consideram resultados de outros acionistas, o lucro foi de 362,8 milhões, alta anual de 26,5%. Foi a primeira alta trimestral do lucro da companhia no comparativo anual em dois anos.

O volume financeiro de pagamentos processados pela Cielo, de 190,6 bilhões de reais, foi apenas 0,3% superior ao de igual etapa de 2019, refletindo a crise provocada pela pandemia, e pelo foco em segmentos mais rentáveis, afirmou a companhia.

Nesse contexto, a receita líquida da empresa somou de 1,31 bilhão de reais, redução de 1,5% ano a ano, “refletindo o cenário de forte competição, que vem pressionando preços e margens no segmento de varejo”, diz trecho do relatório.

Porém, a Cielo conseguiu reduzir em 13,5% seus gastos totais no comparativo anual, para 1,077 bilhão de reais. E a ênfase nos segmentos mais rentáveis compensou a queda de 10,8% na base ativa no ano, a 1,406 milhão de clientes, o que a empresa atribuiu à mudança na política de concessão de subsídios para terminais de captura na modalidade de venda, o que impactou principalmente as afiliações no segmento de empreendedores.

Assim, o resultado operacional da Cielo medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) somou 768,2 milhões de reais, aumento de 16% sobre o quarto trimestre de um ano antes, com a margem Ebitda subindo 3,2 pontos percentuais, para 25,4%.

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A empresa fechou o ano com liquidez total de 4,2 bilhões, ante 3,2 bilhões um ano antes.

Reportagem de Aluísio Alves

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