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Casas Bahia fecha lojas, demite milhares e expõe crise no consumo

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Casas Bahua

A Selic está em 14% ao ano. Com os juros nesse nível, pegar dinheiro emprestado fica caro — e isso começa a aparecer no comércio.

A Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas, quase 30% de toda a sua rede física. A medida também pode resultar no corte de até 3 mil empregos.

Juros altos chegam ao bolso

Quando a Selic sobe, o crédito acompanha. O financiamento fica mais caro, as parcelas pesam e muita gente pensa duas vezes antes de trocar a geladeira, comprar um sofá ou levar uma televisão nova para casa.

Quem tem algum dinheiro guardado também encontra outro incentivo para gastar menos: com juros altos, aplicações de renda fixa passam a pagar mais.

Essa é uma das maneiras usadas para tentar segurar a inflação. O Banco Central aumenta os juros, o crédito esfria e o consumo perde força. O problema é que esse freio não atinge só os preços.

O comércio sente junto.

E empresas que vendem muitos produtos parcelados acabam ficando mais expostas.

Casas Bahia fecha quase 300 lojas

Segundo o Valor Econômico, os fechamentos fazem parte de uma reestruturação financeira que a Casas Bahia já vinha fazendo.

Ainda assim, 298 lojas é muita coisa.

São pontos comerciais que deixam de funcionar e até 3 mil trabalhadores que podem perder o emprego.

E é aí que a situação começa a preocupar mais.

Menos dinheiro, menos consumo

Uma família endividada corta gastos. Compra só o necessário, deixa a televisão para depois, adia a troca da geladeira.

A loja vende menos.

Se isso continua por algum tempo, a empresa começa a fazer suas próprias contas. Reduz despesas, fecha unidades que dão pouco retorno e corta funcionários.

Só que o trabalhador que perde o emprego também passa a gastar menos.

A roda gira de novo.

Claro que seria errado colocar toda a situação da Casas Bahia na conta da Selic. A empresa já enfrentava seus próprios problemas financeiros e passa por uma reestruturação. Mas também seria difícil ignorar o ambiente em que o varejo está tentando vender.

Crédito caro, famílias endividadas e consumo mais fraco formam uma combinação ruim para quem depende do brasileiro entrando na loja e comprando parcelado.

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