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Ripple quer abrir uma corretora de bitcoin e criptomoedas no Brasil

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A Ripple decidiu apostar mais alto no Brasil. A empresa anunciou o lançamento de uma plataforma voltada exclusivamente a instituições financeiras reguladas e, ao mesmo tempo, deu entrada no pedido de licença como Provedor de Serviços de Ativos Virtuais (VASP) junto ao Banco Central.

A movimentação não é pequena. Ela sinaliza que a empresa deixa de atuar apenas nos bastidores da infraestrutura e passa a competir diretamente no mercado institucional brasileiro.

O que a nova plataforma oferece

A solução concentra em um único ambiente quatro serviços: custódia de ativos, corretagem principal, liquidação com stablecoins e gestão de tesouraria.

Para instituições financeiras que precisam operar com criptoativos de forma integrada e dentro das normas regulatórias, essa combinação reduz a necessidade de contratar múltiplos fornecedores — e tende a simplificar a operação.

A Ripple Payments, braço de pagamentos da empresa, já processou mais de US$ 100 bilhões em volume e está presente em mais de 60 mercados. O Brasil entra agora com um peso maior nessa equação.

Quem já usa a infraestrutura da Ripple no Brasil

Antes mesmo do lançamento formal da plataforma, empresas relevantes do mercado financeiro brasileiro já operavam com a tecnologia da Ripple.

O Banco Genial realiza transferências em dólar no mesmo dia e vai integrar a stablecoin RLUSD nas suas operações com criptoativos. O Braza Bank usa a plataforma para pagamentos em moeda estrangeira e lançou a própria stablecoin — a BBRL — dentro do XRP Ledger.

A Nomad, com mais de 3 milhões de usuários, utiliza a rede para agilizar o fluxo financeiro entre Brasil e Estados Unidos. Já a Azify converte stablecoins em moedas como dólar, euro, yuan e dólar de Singapura pela mesma infraestrutura.

Completam a lista a ATTRUS, que opera pagamentos internacionais e liquidação de criptoativos OTC, e a Frente Corretora, que integra câmbio e stablecoins para pagamentos nos Estados Unidos e na Europa.

Por que o Brasil está no centro dessa expansão

A presidente da Ripple, Monica Long, foi direta ao explicar a escolha: o Brasil combina estrutura financeira avançada com capacidade de inovação — uma combinação rara em mercados emergentes.

A empresa afirma que passou mais de uma década construindo tecnologia e conformidade regulatória na região antes de dar esse passo. A licença VASP, se concedida pelo Banco Central, vai permitir à Ripple operar com mais autonomia e oferecer serviços diretamente a clientes institucionais brasileiros.

Para o mercado, o movimento reforça um movimento mais amplo: grandes empresas globais de criptoativos enxergam o Brasil como porta de entrada para a América Latina — e estão dispostas a se adaptar às regras locais para ganhar espaço.

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