Escândalo revelado: Americanas foi roubada pela diretoria anterior

De acordo com a Americanas (AMER3), a gestão anterior foi responsável por adulterar as demonstrações financeiras da empresa. No entanto, o relatório não menciona qualquer envolvimento dos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que possuem uma participação acionária superior a 30% na empresa.

“Foram identificados diversos contratos de verba de propaganda cooperada e instrumentos similares (VPC), incentivos comerciais usualmente utilizados no setor de varejo, que teriam sido artificialmente criados para melhorar os resultados operacionais da companhia como redutores de custo, mas sem efetiva contratação com fornecedores. Esses lançamentos, feitos durante um significativo período, atingiram, em números preliminares e não auditados, o saldo de R$ 21,7 bilhões em 30 de setembro de 2022”, diz comunicado.

A Americanas alega que a fraude envolveu a participação do ex-CEO Miguel Gutierrez, bem como dos ex-diretores Anna Christina Ramos Saicali, José Timótheo de Barros e Márcio Cruz Meirelles, juntamente com os ex-executivos Fábio da Silva Abrate, Flávia Carneiro e Marcelo da Silva Nunes.

Após essas revelações, o Conselho de Administração da Americanas decidiu que o relatório será apresentado às autoridades competentes e solicitou uma avaliação das medidas a serem tomadas para buscar a reparação dos danos causados pela fraude.

Em janeiro deste ano, veio à tona a notícia sobre o elevado endividamento das Lojas Americanas.

A Americanas divulgou seu plano de reestruturação financeira. A empresa deu início ao processo de recuperação judicial em 19 de janeiro, com o objetivo de resolver uma dívida aproximada de R$ 43 bilhões.

Em decorrência dessa situação, a varejista já encerrou as atividades de 29 de suas lojas.

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Esta notícia foi publicada em 13 de junho de 2023

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