Braskem tem recomendação de compra cortada para neutra pela UBS; alvo segue em R$ 28

Por Gabriel Codas

Investing.com – Em relatório divulgado nesta sexta-feira, o UBS cortou a recomendação das ações da Braskem (BRKM5) de Compra para Neutra. A valorização recente do real e a recuperação do petróleo as últimas semanas motivaram a alteração, apesar da manutenção do alvo em R$ 28.

Às 11h53, as ações da petroquímica operam com perdas de 6,72% a R$ 25,53, acima das perdas do Ibovespa hoje. O principal índice acionário brasileiro caía 3,23% a 91.629 pontos. 

A equipe destaca que no começo do ano elevou o preço-alvo devido ao custo competitivo da matéria-prima e aos preços mais baixos do petróleo e à forte depreciação do real, o que impulsionou os resultados da empresa.

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Além disso, a avaliação foi atraente naquele momento com a negociação EV / EBITDA c.5.0x, abaixo dos históricos e dos pares. No entanto, houve a valorização de 14% do real e o petróleo recuperando 40% desde a atualização, além de um resultado ligeiramente abaixo do esperado no 1T20.

Os analistas explicam que esses fatores, além do desempenho das ações de 35% desde maio, deixaram eles um pouco mais cautelosos e levaram a rebaixar a Braskem para a Neutra, mas mantiveram o preço-alvo em R$ 28 após os resultados do trimestre.

Eles continuam a acreditar que os spreads podem enfrentar alguma pressão, apesar do alívio do curto prazo; a contração do PIB pode impactar a demanda nos anos seguintes, levando o ciclo de queda petroquímico por mais tempo e a avaliação agora está mais alinhada com o nível histórico e dos pares.

O banco também ajustou o SOTP para incluir o crédito de PIS/Cofins que não incluiu na demonstração do resultado e o passivo de Alagoas de R$ 1,7 bilhão (-R$ 2/ação). Os analsitas avaliam que é provável que o crédito tributário seja recuperado nos próximos dois anos e pode adicionar R$ 2,5/ação ao VPL. Também atualiza a dívida da empresa, que afeta negativamente nosso SOTP em cerca de R$3/ação, enquanto os spreads melhorados no longo prazo e o efeito de rolagem compensam esse impacto (+ R$ 3 ação).

Créditos: Investing

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Esta notícia foi publicada em 12 de junho de 2020

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