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junho abre oportunidades para o investidor que pretende diversificar suas aplicações

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Arena do Pavini – A queda dos preços dos ações em maio e neste início de junho abre oportunidades para o investidor que pretende diversificar suas aplicações. E papéis de empresas com projeções de dividendos mais altos ou estáveis tendem a ser menos arriscadas, além de garantirem maior retorno após a queda de seus preços. Os riscos, porém, continuam, especialmente com relação ao cenário externo, de alta dos juros nos Estados Unidos e conflitos comerciais entre o governo americano e seus parceiros comerciais, com destaque para China e Europa. No Brasil, o risco é a eleição de um presidente não comprometido com o ajuste fiscal e as reformas estruturais que hoje impedem o crescimento explosivo da dívida pública e da inflação. Há candidatos que também defendem a tributação dos dividendos, como forma de cobrar mais imposto das fortunas, o que poderá atingir também essas carteiras.

Ibovespa em 86.700 pontos

O Itaú (ITUB4) coloca os desdobramentos da guerra comercial promovida pelo presidente americano Donald Trump como um dos principais riscos para os mercados e lembra que, ainda assim, não ocorreram impactos relevantes sobre os preços das ações americanas em maio. O banco trabalha com um Índice Bovespa de 86.700 pontos no fim deste ano estimando um crescimento do lucro das empresas de 68% em 2018 e de 14,5% ao ano nos próximos anos.

O banco mudou a carteira de dividendos neste mês, retirando Vale ON (VALE3) e recolocando Smiles (SMLS3) ON na carteira.

No caso do Bradesco (BBDC4), o banco levanta a questão se a forte queda de maio foi um movimento pontual ou representou uma mudança nos fundamentos do Brasil. Percepção de risco-Brasil cresceu nas últimas semanas diante da falta de visibilidade sobre os impactos dos eventos recentes como a greve dos caminhoneiros e as medidas do governo para atender os motoristas, que terão implicações nas contas públicas e até no cenário político.

Oportunidades na instabilidade

Ainda assim, o banco lembra que momentos de instabilidade acabam criando oportunidades para os investidores. “A queda recente da bolsa coloca vários ativos com bons fundamentos em interessantes pontos de compra”, diz o Bradesco em relatório. O banco recomenda neste momento empresas cíclicas, alguma exposição às ações sensíveis a queda dos juros longos, com alguma posição em empresas exportadoras. Na carteira dividendos, o Bradesco retirou temporariamente as units (recibos de ações) da Energisa (ENGI4) e os substituiu pelos da Taesa. O banco acredita que, no atual cenário econômico, o setor de transmissão deve se mostrar mais resistente do que o de distribuição, o que justifica a troca.

Já a Planner Corretora leva em consideração forte e estável geração de caixa das empresas, baixo endividamento, menor necessidade de investimentos, receita atrelada a índices inflacionários e alto volume de distribuição de proventos aos acionistas. As ações da Cosan (CSAN3), Klabin (KLBN11), MRV (MRVE3) e Taesa pagaram dividendos e foram substituídas por Ambev, Bradesco, Copel e RaiaDrogasil. A corretora manteve Grendene (GRND3) apenas.

Mais ações para reduzir a volatilidade

A corretora Guide Investimentos, em meio à expectativa de forte volatilidade para o mercado, optou por aumentar a carteira de dividendos colocando nela algumas ações mais defensivas. Assim, incluíram os papéis de Banrisul (BRSR6), Taesa, e Vale -que apresentam um dividend yield atrativo — e reduziram a exposição em BR Distribuidora (BRDT3), Braskem (BRKM5) e Copel. A corretora destaca que as premissas para a escolha de ativos seguem as mesmas. “Continuamos procurando empresas: (i) sólidas e com ótima administração; (ii) geração de caixa expressiva; (iii) negócios mais resilientes e (iv) com alto poder de repasse de preços”, diz a Guide. A taxa de retorno em dividendos e juros sobre capita próprio anuais (dividend yield) estimado para a carteira para os próximos 12 meses está por volta de 6,2%, acima da taxa de retorno do Índice de Dividendos (IDIV) da bolsa, de 6,0%.

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