Imagine um banco sendo disputado por duas propostas: uma de R$ 1 e outra de R$ 2 bilhões. Essa é a história do Banco Master, que acabou nas mãos do BRB (Banco de Brasília) em um acordo anunciado em 28 de março de 2025. Mas o cheiro de polêmica está no ar, e o mercado financeiro quer saber o que está por trás dessa transação.
O Banco Master, comandado por Daniel Vorcaro e Augusto Lima, vinha chamando atenção com seus CDBs de alto rendimento — alguns chegavam a 140% do CDI — e uma estratégia agressiva que levantou sobrancelhas. Enquanto o BTG Pactual, de André Esteves, ofereceu apenas R$ 1 para assumir o banco e usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para cobrir os riscos, o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, colocou R$ 2 bilhões na mesa.
Por quê? Essa é a pergunta que ecoa. O negócio, que inclui operações como o Will Bank e a Credcesta, ainda depende do aval do Banco Central, que tem até 360 dias para bater o martelo.
A transação não passou despercebida. Josias de Souza, do UOL, já classificou o acordo como “malcheiroso”, enquanto políticos e gestores torcem o nariz, temendo um impacto no sistema financeiro. O Master, que no início de 2025 anunciou um aumento de capital de R$ 2 bilhões, agora vê seu destino nas mãos de um banco estatal — um movimento que, para muitos, parece mais um socorro do que uma expansão estratégica.
Lauro Jardim, de O Globo, foi quem primeiro deu o furo, apontando que as negociações começaram em 2024. Com R$ 50 bilhões em CDBs emitidos, quase metade do caixa do FGC, o Master virou um símbolo de risco.
Será que o BRB fez um golaço ou comprou uma bomba-relógio?
Esta notícia foi publicada em 31 de março de 2025