Uma negociação que parecia promissora agora está sob os olhares do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O alvo? A aquisição de 49% das ações do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), um negócio avaliado em R$ 2 bilhões.
O que era para ser um passo ousado do banco público do DF rumo à expansão nacional virou um quebra-cabeça que o MPDFT quer montar, peça por peça.
A história começou a ganhar contornos intrigantes quando o BRB, controlado pelo governo do Distrito Federal, anunciou a compra de quase metade do Banco Master, uma instituição privada conhecida por sua operação digital e por atrair investidores com promessas de retornos altos.
Mas o que parecia um movimento estratégico para fortalecer o BRB no mercado financeiro logo virou alvo de desconfiança. Senadores entraram em cena, exigindo explicações: como justificar R$ 2 bilhões por um banco que, segundo rumores, teria sido cotado a apenas R$ 1 por causa de um passivo nebuloso?
O MPDFT abriu um inquérito para investigar os detalhes dessa transação, que envolve a venda de 49% das ações ordinárias do Master ao BRB – um acordo que, apesar do valor bilionário, ainda depende do aval do Banco Central e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Nos bastidores, o clima é de especulação. Há quem diga que o Banco Master, com seu histórico de oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) agressivos, enfrentava problemas de liquidez que poderiam ter motivado a venda.
Esta notícia foi publicada em 1 de abril de 2025