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Cielo também vai oferecer pagamento instantâneo seguindo concorrentes

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Depois de anúncios da Rede e da PagSeguro, a Cielo também vai oferecer o resgate instantâneo dos pagamentos aos lojistas. O presidente-executivo da companhia, Paulo Caffarelli, informou que também serão disponibilizados terminais grátis.

O CEO da Cielo afirmou que os preços das maquininhas de cartões devem sofrer uma queda nos próximos meses. O motivo é a concorrência acirrada das últimas semanas, que intensificou a “guerra das maquininhas”. Saiba Mais: Guerra das maquininhas: Linx, Cielo, PagSeguro e Stone caem, entenda Desde novas concorrentes surgiram no setor, a Cielo vem perdendo mercado. Porém, os resultados desse trimestre demostram que a empresa parou de perder market share.

  “É um bom sinal, mas não é uma corrida de cem metros”, disse o presidente da empresa, Paulo Caffarelli. “Não estamos só sendo atacados, estamos atacando também”, disse Caffarelli. De acordo com o CEO, a empresa está trabalhando para diminuir as taxas de aluguel, a taxa MDR e a antecipação com o objetivo de baratear o preço final. “Não abriremos mão da liderança, mas a Cielo de R$ 4 bi de lucro não existe mais, o mais importante é ser competitivo”, complementa. A empresa tem uma taxa de captura de 1,6 mil clientes por dia, e a expectativa é que esse número chegue a 2 mil. “Guerra das maquininhas”

A decisão da Cielo veio após anúncios recentes de suas concorrentes. A situação de alerta das maquininhas começou quando a Rede, do Itaú, retirou a taxa de antecipação para os comerciantes que desejarem receber o valor pago à vista pelos clientes feitos via cartão de crédito.  Depois disso, a PagSeguro anunciou a possibilidade de comerciantes receberem o pagamento das operações de forma instantânea. As vendas feitas em débito e crédito poderão ser recebidas no mesmo momento do pagamento. Entretanto, a novidade da Rede apresenta algumas condições como: antecipação somente valerá para compras pagas à vista no cartão do crédito. Ou seja, não engloba parcelamentos; o empreendedor deve ter faturamento de até R$ 30 milhões por ano; o empreendedor deve receber os pagamentos em uma conta do Itaú Unibanco. Preenchidos os requisitos, os empreendedores receberão os valores depositados em suas contas no prazo de até dois dias.

O diretor-presidente da Rede, Marcos Magalhães, informou em comunicado que a iniciativa “tem potencial para influenciar outros movimentos no setor, por não ser uma oferta de tempo limitado. Atualmente, um dono de empresa precisa pagar juros para antecipar pagamentos realizados no crédito — ou esperar o pagamento de fatura para ter o dinheiro em mãos, o que leva até 30 dias”.

Cielo tem queda de 40% no lucro líquido do 1º trimestre Em seguida, a PagSeguro informou que o seu novo recurso vale para pagamentos com cartões de crédito à vista, parcelado e na opção débito também. Além disso, o serviço é válido ainda para operações feitas nos finais de semana e feriados, com custo da liquidação de um dia.

“Ao lançar esse novo recurso de assentamento, a PagSeguro reforça seu compromisso de focar nas necessidades dos pequenos comerciantes, melhorar seu ecossistema e apoiar o crescimento de seus clientes”, diz a empresa, que garante ser a única a oferecer o serviço. Lucro 40% menor A Cielo (CIEL3) encerrou o primeiro trimestre de 2019 com um lucro líquido ajustado de R$ 548,5 milhão.

O número é 40,4% menor do que o registrado no ano passado (R$ 920,5 milhões). Por outro lado, a receita fechou estável, com R$ 2,773 bilhões. De acordo com a Cielo, o resultado decorre do aumento na captura do volume de 3%, além da adequação do patamar de precificação ao mercado. Saiba mais: Cielo cai 9% na Bolsa após novo capítulo da guerra das maquininhas O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) teve queda de 34%, saindo de R$ 1,242 bilhão para R$ 820,7 milhões.

A margem da Ebitda caiu 15 pontos percentuais, chegando a 29,6%. De acordo com a Cielo, a base ativa de cliente teve uma elevação de 5,7% em relação ao primeiro trimestre de 2018, com 1211 entre janeiro e março. Em relação ao quarto trimestre de 2018, o aumento foi de 1,9%. Caffarelli disse que ainda não é possível saber se o episódio vai influenciar no lucro anual da Cielo em 2019.

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