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As 10 ações mais indicadas para comprar em setembro 2019

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A Petrobras se manteve na liderança na Carteira Valor pelo décimo primeiro mês consecutivo. A estatal foi indicada por 11 das 17 corretoras ouvidas pelo Valor. Já a Vale ficou em segundo lugar, com oito indicações.

entre as suas principais recomendações para a bolsa estão as gigantes Vale, Petrobras e o setor bancário. As novidades para setembro são as ações da JBS e CPFL Energia, que vêm substituir os papéis das construtoras e da varejistas que, na opinião dos profissionais de mercado, já estão com preços mais salgados.

Petrobras (PETR4)

Indicada por onze corretoras neste mês, a Petrobras é recomendada especialmente para investidores de longo prazo, que buscam ações descontadas em relação às concorrentes estrangeiras.

O menor risco Brasil contribui para os analistas da Bradesco/Ágora Corretora manterem uma visão positiva sobre as ações da estatal, apesar de uma queda das projeções sobre o preço do petróleo, devido à desaceleração da demanda global.

“Gostamos da tese de investimentos da empresa, que passa pela continuidade nas vendas de ativos, crescimento de produção, desalavancagem e menor custo de capital”, diz a corretora, em nota.

Pedro Galdi, analista da Mirae Corretora, destaca que aguarda grandes mudanças na estrutura de capital da Petrobras ao longo do processo de desinvestimentos, principalmente com a venda de parte de suas refinarias. Apesar de registrar aumento de despesas operacionais no 2º trimestre de 2019, a estatal registrou saldo positivo no período por conta de ganhos com desinvestimentos.

Vale (VALE3)

Apesar das dúvidas sobre investir em empresas que dependam da economia chinesa, em meio à desaceleração econômica global e à guerra comercial entre Estados Unidos e China, a Vale é recomendada por oito corretoras em setembro. A mineradora foi sugerida porque está em em boa posição dentro da indústria global de minério de ferro, segundo analistas.

A Santander Corretora espera que a demanda por minério de ferro de alta qualidade continue nos próximos anos, beneficiando a empresa devido ao incremento do projeto “S11D”, que aumentou a oferta da commodity de maior qualidade da companhia.

“Acreditamos que os fundamentos do mercado de minério de ferro permanecerão sólidos, permitindo com que a Vale mantenha sua geração de caixa robusta por mais tempo”, afirma, em nota.

A Necton destaca que a mineradora tem forte perspectiva de geração de caixa e uma margem de segurança com a alta no preço do minério de ferro desde o evento em Brumadinho, que saiu do patamar de US$ 70 para US$ 120. Por outro lado, o preço da ação ainda não voltou aos patamares de antes do incidente,

Bradesco (BBDC4)

As indicações de bancos se baseiam na perspectiva de recuperação econômica, que devem dar fôlego à concessão de crédito. De acordo com Leandro Martins, analista da Modalmais, as ações do Bradesco estão mais baratas que as concorrentes do setor financeiro. “O Bradesco teve uma queda de quase o dobro do Itaú nas últimas semanas”, observa.

Pedro Galdi, analista da Mirae Corretora, ressalta que o resultado do banco no 2º trimestre confirmou a expectativa de números sólidos. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 20,6% no período, contra 18,1% no 2º trimestre de 2018. Já o índice de inadimplência caiu de 3,9% no 2º trimestre do ano passado para 3,2% no 2º trimestre deste ano. “A ação do Bradesco ainda não reagiu em bolsa, nem incorporou esses eventos”, diz Galdi.

JBS (JBSS3)

Entre os frigoríficos, a JBS é a empresa preferida dos analistas. Na visão da XP Investimentos, a JBS está operando com solidez e vem entregando resultados. A corretora vê potencial na empresa com menores riscos de governança.

A XP Investimentos também ressalta que a JBS pode capturar um possível impacto da peste suína africana, que aumenta a demanda do setor agroexportador nacional.

IRB Brasil Resseguros (IRBR3)

No setor de seguros, o IRB Brasil Resseguros sofreu duas ofertas subsequentes de ações, conhecidas como follow-ons, este ano, que fez seus papéis ganharem mais volume e liquidez na bolsa. Caixa Econômica, Banco do Brasil e o Governo Federal venderam suas cerca de 11 milhões de ações ordinárias.

A Guide Investimentos também sustenta sua recomendação em função da sólida estrutura acionária da companhia, da posição dominante do mercado de resseguros brasileiro e do forte desempenho no mercado de seguros nos últimos anos.

B3 (B3SA3)

Ainda no setor financeiro, a B3 é recomendada pela Guide Investimentos porque a expectativa é que os números operacionais da companhia continuem com um volume mais forte neste ano, especialmente de ações (segmento Bovespa) e futuros (segmento BM&F), diante do quadro de taxas de juros mais baixos e do momento positivo para renda variável.

A Elite Investimentos lembra que a B3 apresentou um bom resultado no 2º trimestre e que o destaque foi o aumento de 14% das receitas totais em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado por ações e IPOs. Outro fator importante para o resultado foi o aumento no número de investidores do Tesouro Direto, porta de entrada para a renda variável, de 91% em 12 meses.

Localiza (RENT3)

O setor de aluguel de veículos também deve ter forte crescimento nos próximos anos e altos níveis de retornos, impulsionado pela retomada do crescimento econômico. A Localiza é a empresa preferida dos analistas. A empresa acelera o crescimento, enquanto suas concorrentes desaceleram.

“Embora o valuation atual não seja uma barganha, acreditamos que ele ainda deixa de refletir as perspectivas positivas para a companhia”, diz a Santander Corretora, em nota. No início de agosto a Localiza registrou números operacionais referentes ao 2º trimestre de 2019 compatíveis com as fortes expectativas do mercado.

CPFL Energia (CPFE3)

O setor de energia também voltou fazer parte da Carteira Valor, representado pela CPFL Energia. Na visão dos analistas da Socopa Corretora, as ações da companhia estão com desconto quando comparadas com as concorrentes Equatorial e Energisa.

“A CPFL está bem posicionada para crescer como uma consolidadora tanto em distribuição quanto em geração de energia, pois hoje entrega uma forte geração de caixa devido a boa localização do seu portfólio, principalmente em distribuição que está locada em concessões premium e concentradas, que possuem um dos maiores PIB per capita no país”, diz a Socopa Corretora, em nota.

Para a Bradesco/Ágora Corretora, historicamente, a CPFL é conhecida como uma distribuidora de alta qualidade, que conduz avaliações premium, crescimento moderado e dividendos. “A CPFL está entre os destaques do setor, pois agrega todas condições necessárias para continuar entregando as métricas regulatórias”, dizem os analistas, em relatório.

Itaú Unibanco (ITUB4)

Maior banco do país, o Itaú também está na lista das ações mais indicadas para o mês por, mais uma vez, apresentar resultados sólidos no 2º trimestre. Com uma economia estagnada, a instituição financeira apresentou um retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) de 23,5% o maior do setor.

“Com uma aceleração do crédito neste segundo semestre, seguindo uma agenda de reformas estruturais o banco pode aproveitar da sua escala operacional e seu capital para expandir sua carteira”, afirma a Elite Investimentos, em relatório.

Para os analistas da corretora, o anúncio do programa de demissão voluntária do banco demonstra o controle de despesa e sua estratégia de uma companhia mais enxuta e digital, sem perder a sua eficiência.

Banco do Brasil (BBAS3)

Outro representante do setor bancário a ser impulsionado pelo crescimento das concessões de crédito é o Banco do Brasil. “Além do aumento dos empréstimos, o sistema bancário também contará com níveis de inadimplência comportados, spreads saudáveis e despesas operacionais crescendo abaixo da inflação nos próximos anos, o que suporta nossa visão positiva do setor”, diz a Santander Corretora.

Os analistas destacam que o Banco do Brasil é historicamente um bom pagador de dividendos, o que tende a beneficiar suas ações num cenário de juros menores como o atual. Além disso, como outras estatais, o banco deve ser beneficiado por boas práticas de governança corporativa e foco em rentabilidade.

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